"Dos tambores, às batidas dos maracatus. Do baque solto da zona da mata, onde os caboclos de lança festejam sua hora em movimentos coreografando sua batalha. Do baque virado das nações eletrizando a calunga que sobe desce no espaço. E das antenas que no subúrbio da manguetown captavam ecos de outros batuques. Das rufadas nas caixas praieiras dos cirandeiros contando as batidas do mar. E na vontade elétrica das palavras no ritmo e poesia dos repentistas, nada errado em encontrar grand master flash com cajú e castanha. Kraftwerk com côco de roda. Batidas virtuais que nos leva ao côco, maracatu, ciranda, soul, calypso, makossa, funk e samba."
Jorge Dü Peixe